14/10/2016

Reciclagem: você colaborando com a natureza

Erros comuns podem comprometer a coleta seletiva. Fique atento!

Dar destino correto para o lixo produzido em casa é mais do que apenas separar entre reciclável e orgânico. Também tem de se preocupar com a forma correta de descarte, limpeza e total preservação do meio ambiente.

Diferentes tipos de lixo

Embora nem sempre o seu prédio tenha a coleta segmentada, é bom saber a relação das cores para os produtos a serem descartados. Por isso, anote aí:

. amarelo: metais como lata de bebidas e alimentos, panelas, grampos, fios elétricos, chapas, embalagens de marmita etc.;

. azul: todos os papéis que podem ser reciclados, ou seja, que não têm traços de alimentos, que são plastificados ou parafinados (fax);

. vermelho: plásticos como embalagens de alimentos, garrafas pet, produtos de beleza ou de limpeza, tampas, brinquedos, canetas, escovas de dente etc.;

. verde: vidros no geral. Mas atenção, pois vidros de automóveis, janelas, medicamentos, pirex, espelhos, tubos de TV, lâmpadas, óculos e vidros temperados não podem ser reciclados.

Agora que já sabemos as respectivas cores para cada tipo de material, é preciso salientar que o ideal é que todo o material reciclável separado seja lavado e esteja seco antes do descarte, assim você retira possíveis resíduos, evita contaminação e odor forte.

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Mas o que fazer com aqueles produtos que precisam ser rejeitados, mas não são orgânicos nem se adequam às categorias de reciclagem?

                . Remédios: por conterem substâncias químicas, os medicamentos precisam de uma atenção maior na hora do descarte, cabendo à reciclagem apenas para caixas e bulas. Desde 2009, um regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa possibilita que farmácias e drogarias sejam voluntárias na coleta dos medicamentos. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) também podem ajudar você.

                . Pilhas, baterias: se descartadas em lixo comum demoram muito tempo para se decompor e acabam liberando elementos tóxicos e contaminando o solo. Por isso, a forma correta é entregar o material aos estabelecimentos que as comercializou. Existem ainda pontos de coleta em supermercados, empresas e farmácias.

. Lixo eletrônico: fazem parte dessa categoria celulares, telas, televisores e computadores. E o descarte incorreto de tais produtos pode contaminar o solo com substâncias químicas como chumbo, mercúrio, berílio. Para não provocar danos ambientais, descarte em locais apropriados como empresas especializadas, cooperativas de reciclagem ou centros de estudos (escolas e universidades com projetos nesse segmento).

                . Óleo de cozinha: caso a substância escorra pelo ralo da pia contamina a água que vai para o esgoto e impossibilita seu tratamento. Espere o produto esfriar e reserve em um pote ou garrafa. Assim que tiver um volume considerável, busque por ONGs que fazem esse tipo de coleta.

                . Pneu: não é composto por materiais tóxicos, mas seu formato é propício para a proliferação de doenças como dengue, chikungunya e zika, por isso é preciso cuidado. Prefira deixar com borracheiros, revendedores ou até mesmo doar para empresas e artistas que o reutilizam. Existem também serviços de coleta de pneus – públicos e privados: em uma busca rápida na internet você encontra uma opção perto de casa.

Vale lembrar que mesmo o seu prédio não adote o procedimento de separação de lixo, você pode fazer isso sozinho armazenando seu lixo reciclável e entregando para os caminhões de coleta seletiva que algumas prefeituras, empresas privadas ou cooperativas disponibilizam.


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